O resgate do sentido de educar é uma busca ao interior de si, com um olhar mais amoroso, sensível e responsável sobre a vida, visando o desenvolvimento integral do ser – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético e responsabilidade pessoal.



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Resgate de valores: um caminho em busca da qualidade e excelência profissional na gestão de pessoas

A proposta de resgate de valores adormecidos faz ressurgir atitudes e comportamentos inatos em substituição a antigas posturas e pensamentos. Os valores do ser são próprios a consciência, por isso universais, todos têm em si valores de forma latente, são expressados através das habilidades pessoais, atitudes e qualidades. As atividades constantes do programa – O resgate de valores: um caminho em busca da qualidade e excelência profissional na Gestão de Pessoas - propiciam um caminho de transformação interior que por via de consequência se manifesta conscientemente nas ações dos profissionais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Inteireza do ser: qualidade e excelência profissional


Diante dos desafios dos tempos atuais exige-se do profissional não apenas o conhecimento sólido do conteúdo da área em que é especialista, mas um repensar de sua concepção de trabalho, visão de mundo e modo de viver. A incerteza faz a busca de qualidade e excelência uma questão de sobrevivência para os negócios e uma garantia de empregabilidade para os profissionais. As empresas e entes públicos estão investindo na gestão de pessoas com enfoque na inteireza do ser humano para que os profissionais garantam seus empregos e fortaleçam a imagem das empresas e entidades em que trabalham.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O professor diante da vulnerabilidade da certeza


15 de outubro – dia do professor! Pensando na educação do século XXI e diante da vulnerabilidade da certeza, não poderia deixar de lembrar o livro do filósofo Jacques Ranciére – O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual (2002). O livro retrata a história de um professor que rompe com o paradigma clássico se insurge contra a maiêutica socrática de ensinar e investe na relação entre mestre e discípulos pautada na aproximação de suas vontades. Merece transcrição a seguinte frase para reflexão: “ Um professor não é, nem mais, nem menos inteligente do que qualquer outro homem; ele geralmente fornece uma grande quantidade de fatos a observação daqueles que procuram”.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Experiência mineiros Chile faz repensar a resiliência:




A experiência vivida pelos mineiros soterrados na mina de cobre do Chile por 70 dias nos deixou muitas lições, um acontecimento marcante que vai refletir nos estudos sobre valores, liderança, e muitos outros. O recorte que faço no momento é para repensar o instituto da resiliência. A psicologia tomou a imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. Job (2003) que estudou a resiliência em organizações argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Conforme George Souza Barbosa a resiliência é entendida como um amálgama de sete fatores: Administração das Emoções, Controle dos Impulsos, Empatia, Otimismo, Análise Causal, Auto Eficácia e Alcance de Pessoas (Barbosa, 2006).
O que chamou atenção neste caso foi a fé dos mineiros, das famílias, dos técnicos e dos políticos repesentados pelo Presidente e Ministros de Estado. Diante disso podemos aqui incluir a espiritualidade como um fator a mais a ser analisado na resiliência. Estudos sobre a idade adulta comprovaram a relevância dos valores morais e religiosos no desenvolvimento. No entendimento dos autores, Shaie e Willis, no livro Psicologia de la edad adulta Y la vejez (2003) a pesquisa demonstrou que a motivação religiosa é um elemento central na vida dos adultos. Neste sentido, vale refletir como a espiritualidade propicia a superação da adversidade tornando-se um fator a ser analisado no instituto da resiliência.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É primavera


Compartilho o lindo texto que recebi por e-mail para saudar a primavera, do livro Cecília Meireles - Obra em Prosa:

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores. Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares,e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol. Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.

Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor. Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento,por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.

Saudemos a primavera, dona da vida e efêmera.

sábado, 21 de agosto de 2010

Lógica intelectual e Lógica existencial



Josso (2010) destaca que a tensão entre a lógica intelectual e a lógica existencial mobilizam as energias do pesquisador. Salienta que na lógica intelectual a singularidade do pesquisador em relação ao referencial teórico e metodológico é secundária diante da concepção cumulativa do saber. Enquanto na lógica existencial “é a perspectiva individual que dá sentido e valor a problemática.”(JOSSO, 2010, p.19). Ressalta que os saberes instituídos durante o processo de pesquisa são referenciais do percurso de vida do pesquisador e são a dimensão formadora de suas experiências.