O resgate do sentido de educar é uma busca ao interior de si, com um olhar mais amoroso, sensível e responsável sobre a vida, visando o desenvolvimento integral do ser – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético e responsabilidade pessoal.



sábado, 25 de dezembro de 2010

Já é Natal !




Os dias,semanas,meses;as horas,minutos e segundos seguiram nas voltas do relógio e o ano passou muito depressa,já é Natal.
Recebi o cartão que está na imagem da minha amiga designer(que criou o cabeçalho do blog) e a mensagem de outra amiga querida, gostei tanto que deixo aqui para compartilhar desejando que a Luz do Natal ilumine os passos de todos nós no Novo Ano que está chegando.

OS VOTOS
Sergio Jockymann

Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo, depois, que você seja útil, não insubstituivelmente útil,
Mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé. Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente,
E que essa tolerância não se transforme em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro,
não insista em rejuvenescer e que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo,
nem em um mês e muito menos numa semana, mas apenas por um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã,
que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
e que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão
e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
Isso é meu. Só para que fique bem claro quem é dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você.
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo, por fim, que sendo mulher você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes,
ainda tenham amor para recomeçar.
E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar.

IMPORTANTE: esta poesia, de autoria de Sergio Jockymann, publicada em 1980 no Jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre-RS, circula na internet como sendo de autoria de Victor Hugo, e assim foi publicada originalmente, contatados pelo verdadeiro autor, foi desfeito o equívoco e reconhecido o crédito de direito ao autor.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Resgate de valores: um caminho em busca da qualidade e excelência profissional na gestão de pessoas

A proposta de resgate de valores adormecidos faz ressurgir atitudes e comportamentos inatos em substituição a antigas posturas e pensamentos. Os valores do ser são próprios a consciência, por isso universais, todos têm em si valores de forma latente, são expressados através das habilidades pessoais, atitudes e qualidades. As atividades constantes do programa – O resgate de valores: um caminho em busca da qualidade e excelência profissional na Gestão de Pessoas - propiciam um caminho de transformação interior que por via de consequência se manifesta conscientemente nas ações dos profissionais.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Inteireza do ser: qualidade e excelência profissional


Diante dos desafios dos tempos atuais exige-se do profissional não apenas o conhecimento sólido do conteúdo da área em que é especialista, mas um repensar de sua concepção de trabalho, visão de mundo e modo de viver. A incerteza faz a busca de qualidade e excelência uma questão de sobrevivência para os negócios e uma garantia de empregabilidade para os profissionais. As empresas e entes públicos estão investindo na gestão de pessoas com enfoque na inteireza do ser humano para que os profissionais garantam seus empregos e fortaleçam a imagem das empresas e entidades em que trabalham.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O professor diante da vulnerabilidade da certeza


15 de outubro – dia do professor! Pensando na educação do século XXI e diante da vulnerabilidade da certeza, não poderia deixar de lembrar o livro do filósofo Jacques Ranciére – O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual (2002). O livro retrata a história de um professor que rompe com o paradigma clássico se insurge contra a maiêutica socrática de ensinar e investe na relação entre mestre e discípulos pautada na aproximação de suas vontades. Merece transcrição a seguinte frase para reflexão: “ Um professor não é, nem mais, nem menos inteligente do que qualquer outro homem; ele geralmente fornece uma grande quantidade de fatos a observação daqueles que procuram”.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Experiência mineiros Chile faz repensar a resiliência:




A experiência vivida pelos mineiros soterrados na mina de cobre do Chile por 70 dias nos deixou muitas lições, um acontecimento marcante que vai refletir nos estudos sobre valores, liderança, e muitos outros. O recorte que faço no momento é para repensar o instituto da resiliência. A psicologia tomou a imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. Job (2003) que estudou a resiliência em organizações argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de tomada de decisão entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Conforme George Souza Barbosa a resiliência é entendida como um amálgama de sete fatores: Administração das Emoções, Controle dos Impulsos, Empatia, Otimismo, Análise Causal, Auto Eficácia e Alcance de Pessoas (Barbosa, 2006).
O que chamou atenção neste caso foi a fé dos mineiros, das famílias, dos técnicos e dos políticos repesentados pelo Presidente e Ministros de Estado. Diante disso podemos aqui incluir a espiritualidade como um fator a mais a ser analisado na resiliência. Estudos sobre a idade adulta comprovaram a relevância dos valores morais e religiosos no desenvolvimento. No entendimento dos autores, Shaie e Willis, no livro Psicologia de la edad adulta Y la vejez (2003) a pesquisa demonstrou que a motivação religiosa é um elemento central na vida dos adultos. Neste sentido, vale refletir como a espiritualidade propicia a superação da adversidade tornando-se um fator a ser analisado no instituto da resiliência.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

É primavera


Compartilho o lindo texto que recebi por e-mail para saudar a primavera, do livro Cecília Meireles - Obra em Prosa:

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores. Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares,e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol. Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra.

Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor. Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento,por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade.

Saudemos a primavera, dona da vida e efêmera.